Joana Bicho - Psicóloga | No Luto
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luto

A perda de uma pessoa que nos é querida e pela qual nutrimos um grande amor implica um sofrimento e dor intensos. A estas vivências psicológicas – consideradas normais – chamamos de “trabalho de luto”. O luto não poderá ser considerado como uma doença que necessita de tratamento, trata-se de um processo “normal” que considera a noção de tempo, espaço e mudança psíquica. Falamos de uma adaptação mental e emocional à situação de perda.

A reacção a esta situação compreende várias fases: 

· Choque no confronto com a realidade
· Recusa e negação da realidade
· Sentimentos de zanga, e raiva como protesto; dor, revolta, culpabilidade
· Tristeza como processo de desinvestimento
· Consciencialização e aceitação do sentimento de perda; retorno à vida normal e investimento em novos objectos.

Depois de um trabalho de luto saudável, o sujeito irá trabalhar estes sentimentos de tristeza, culpa e zanga, ficando dentro de si uma representação estável e integrada de sentimentos positivos e negativos. É, assim, uma fase transitória e necessária para poder investir novamente nos aspectos bons da vida e em si próprio.

Não há outra forma de elaborar a perda sem a passagem por estas vivências. Se ocorre uma negação da realidade – muitas vezes de forma inconsciente -, mais tarde ou mais cedo “micro coisas” irão precipitar a perda não vivida e não elaborada, causando o luto patológico, a depressão ou outro tipo de sintomatologia. No luto patológico predomina a negação da realidade, sentimentos de tristeza profunda, sensação de vazio, limitações no dia-a-dia, incapacidade de usufruir de actividades que antes davam prazer, incapacidade de investir em novos projectos, novas relações, novos objectos. É neste tipo de processo que será necessária ajuda profissional, de modo a que se possa proceder à elaboração de um luto normal e saudável.

O luto trata-se de um processo lento, longo, com graus variáveis de desinteresse pelo mundo exterior que tenderão a diminuir conforme o processo avança. No final a pessoa amada e perdida adquire a forma de “uma lembrança”, o estado depressivo desaparece dando lugar a um re-investimento em novas relações afectivas.

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