Joana Bicho - Psicóloga | Nas Fobias e Medos
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fobias

As crianças pequenas têm medos, medo do escuro, medo dos monstros, medo dos animais, medo do papão. Este medo é uma defesa e um “organizador” da vida interna da criança perante as diferentes fases de desenvolvimento, onde estão subjacentes variados conflitos internos. Digamos que é um medo “saudável” que tem que ser respeitado. Com o tempo desaparecerá…

O medo é, assim, uma resposta natural do nosso organismo perante uma situação de perigo real ou imaginária. Se não tivéssemos medo predispúnhamo-nos a determinadas situações que nos colocariam em verdadeiro perigo e poriam a nossa vida em risco. Mas quando estamos perante um medo desproporcionado face a uma situação que racionalmente não tem qualquer perigo, aí falamos de um medo patológico que imobiliza e leva ao evitamento do objecto ou da situação temida. Há, portanto, um reconhecimento intelectual de que não há razão para ter medo, mas este reconhecimento intelectual não previne a resposta emocional. Falamos de fobia ou de medo patológico que é, sem dúvida, uma expressão de ansiedade e, por mais que se tenha desejo de enfrentar o acontecimento ou objecto, não é possível devido a este medo “doente”.

Numa fase de desenvolvimento ele é normal, como no caso das crianças, mas ao tornar-se excessivo e quando leva à paralisação do eu e da vida, traz um grande sofrimento e aí necessitará de ajuda profissional para compreender o que está por trás e qual o papel do medo que, afinal de contas, ainda não tem nome…

E porque a vida pode ser vivida de outra forma…
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