Joana Bicho - Psicóloga | Na Ansiedade Infantil
20870
page,page-id-20870,page-template,page-template-full_width,page-template-full_width-php,ajax_fade,page_not_loaded,,select-theme-ver-2.3.1,wpb-js-composer js-comp-ver-4.3.5,vc_responsive
ansiedade_infantil

Todo o desenvolvimento humano e infantil acarreta um certo grau de ansiedade. Todos nós, em adultos, e em crianças, sentimos, em determinados momentos, ansiedade. A ansiedade é uma emoção como todas as outras e normal! Ela existe e não significa que a criança esteja doente ou sofra de qualquer tipo de patologia. Os medos e os anseios infantis, como o medo do escuro, o medo dos animais, o medo do “papão” são inerentes ao desenvolvimento infantil, organizando-o. É importante que os pais e/ou cuidadores respeitem este processo de crescimento, sendo bastante prejudicial comentários depreciativos e redutivos, como por exemplo: “não sejas maricas, os cães não fazem mal nenhum”; “és maluca, não existe nenhum papão”; “não tenhas medo do escuro, tens que ser um homem”. Este tipo de interpretação afecta o desenvolvimento emocional e psíquico da criança, bem como a sua auto-estima. Os medos e as ansiedades infantis, quando normais e adaptativos, irão passar com o tempo e irão transformar-se numa maior resiliência e maior capacidade de tolerância à frustração.

Então, quando nos devemos preocupar? 

Quando a ansiedade é demasiado intensa e perturba o desenvolvimento social, emocional e relacional da criança. Isto é, quando a mesma deixa de estar funcional na sua vida e rotina diária, apresentando um sofrimento, por vezes, mascarado.

A ansiedade patológica é paralisante e bloqueia o desenvolvimento, tendo consequências ao nível relacional, familiar e educativo. Pode emergir, por exemplo, perturbações de aprendizagens, perturbações de comportamento, desinteresse, demasiada desmotivação, inércia, apatia, medos e pânico excessivos. Algumas crianças com graves problemas de ansiedade passam despercebidas pelos professores e pelos próprios pais, por terem tendência a estarem demasiado sossegadas e serem demasiado obedientes. Outras, acabam por “massacrar” a vida dos pais e dos professores devido à sua “rebeldia” que não é mais do que uma chamada de atenção e um pedido de ajuda.

E porque a vida pode ser vivida de outra forma…
Marque a sua Consulta!